i feel infinite
“Talvez o problema seja eu. Talvez eu espere demais das pessoas. Talvez eu queira muito. Talvez o problema seja meu. Onde estão os valores? Onde foi parar o conceito de certo e errado? Onde está o coração das pessoas? Sim, eu sei que ele fica do lado esquerdo do peito. Mas tem muita gente com o coração oco. Ou cheio de porcaria.”
Clarissa Corrêa
Esses dias eu me peguei tentando ser uma pessoa melhor, veja só. Quem precisa engolfar-se fundo no próprio ego quando está nem aí pra nada e pra ninguém? Recentemente tudo indica que ando ameaçado a me reinventar, me converter, me variar, me disfarçar, enfim, me tornar uma coisa que nem sei se sou, para agradar quem eu ainda nem sei quem é.”
Gabito Nunes. (via discursei)
Se afaste de tudo aquilo que tira o sorriso do seu rosto, não sofra sem necessidade.”
Paris 1995 (via discursei)
Todo ano, sempre que ligava no meu aniversário, meu avô me perguntava o que eu queria ser, quando crescesse. Em 1988 eu respondi “batman”; em 1991, “bombeiro”; em 1995, “ponta-esquerda do Grêmio”; em 1997, “astro de rock”; em 1999, falei “drag-queen” (em minha defesa, estava passando por um momento meio confuso, que já passou); e, em meados de 2000, eu desisti de todo aquele papo e respondi que só queria ser livre. Ele resmungou no telefone que era bobagem, isso de ser livre. Ninguém é livre. Eu tentei expor minha ideia, mas ele tapou os ouvidos e gritou alto lá-lá-lá – o grande superpoder de um avô é dizer o que bem quiser e só ouvir o que lhe convém. E eu fiquei magoado porque, bem, o que mais sabem fazer os adolescentes, além de remoer mágoas o tempo todo?”
Gabito Nunes.  (via acrescentada)
Mas eu precisava ficar esperta. Cidade nova. Escola nova. Dessa vez, eu ia controlar o modo como as pessoas me enxergavam. Afinal, quantas vezes a gente tem uma segunda chance?”
Os 13 Porquês.  (via acrescentada)
Gosto dessa definição: Abraço é o encontro de dois corações.”
Cazuza.    (via acrescentada)
Comunicação é a primeira coisa que aprendemos na vida. Engraçado é que quanto mais a gente cresce, aprende as palavras e até mesmo começamos á falar. Fica mais difícil saber oque se dizer e como pedir oque mais precisa.”
Grey’s Anatomy.  (via acrescentada)
Você é aquele tipo de pessoa inconfiável, seus movimentos são joguinhos manipuladores, seus discursos nem se fala. Já faz tempo que parei de guiar minha vida com suas frases de para-choque de caminhão. Fui embora. Agora de uma vez. Sem volta e sem conversa. Voltei para a casa dos meus pais, mas não por muito tempo. Meu antigo quarto virou uma sala de cinema. Talvez eu volte pra Lisboa. Aliás, não te interessa. Não estou dizendo isso porque no fundo te quero ralando joelho pelas ruas atrás de mim. Não dessa vez. Não vem com bombons, não vem com desculpas, não vem com canções. Não vem. Se você tiver a fim de compreender o presente, precisa analisar o passado. Todo ele, dia a dia, cada palavra, seu borderô de atitudes passadas. Dá uma olhada em tudo que você fez e me diz. Viu? A novidade é que o dia que eu sempre prometi que viria, e que você nunca esperou chegar de verdade, veio. Eu cansei. Não sou mais eu. Contou os anos? Quanto tempo esperei por você? Você crescer, você mudar, você mostrar algum remorso. Você tem de querer. Embora eu queira muito, mesmo eu querendo em dobro, não há como querer por você. Só quem enfrenta longas esperas sabe como é o inferno por dentro. Eu sempre falei, um dia alguém tinha de te dizer não. Eu queria que não fosse eu, porque aí eu poderia ficar numa boa e assistir você sofrer, nem que seja calado num canto, mas sofrendo, mostrando algum arrependimento ou qualquer traço humano. Quem sabe eu até enfiaria os dedos ainda com anéis no meio dos seus cabelos e diria que tudo ficaria bem. Agora é tarde, meu anel já se foi, nem os dedos ficaram. Só que você sempre dá um jeito de se safar. Ficar seria tolerar suas mancadas. Você precisa perder pra entender onde errou, que isso que você faz é um erro, um dos feios. Que evitar e não tocar mais no assunto não é perdão ou esquecimento. É sufocar. E eu estava sufocando, morrendo na praia em frente ao mar de rosas que você anunciou, cheia de pétalas grudadas no céu da boca, entupindo os bofes, sem ar, uma vontade constante de regurgitar de volta suas garantias de araque. Partes de mim querem ir embora, partes de mim querem ficar. Ainda não terminei de gostar de você. Mas consegui. Agora fui. Porque comecei isso querendo ser sua companheira, passei a cúmplice das suas maldades, e ficar dessa vez vai me fazer sua comparsa. Não é um “até amanhã”’ nem “até breve” e nem “até mais”. É um “até você mudar” ou “até você não ser mais quem você é”. Até nunca, então.”
Gabito Nunes.  (via acrescentada)
Não entendo a urgência. Eu, por exemplo, não tenho pressa. Desde que seja logo.”
Gabito Nunes.